O que é retenção urinária?

A reteção uriária é a dificuldade de esvaziar a naturalmente a bexiga. É comum que a urina contenha bactérias. Quando conseguimos esvaziar a bexiga regularmente, elas são eliminadas. Caso a urina fique retida, as bactérias podem se proliferar e provocar infecções que, se não forem devidamente tratadas, resultam em complicações sérias como a insuficiência renal.

 

Retenção Urinária Crônica

Diferente da retenção aguda, que é temporária, a retenção crônica é uma condição prolongada que afeta o funcionamento da bexiga e do esfíncter uretral, o músculo que controla o fluxo de urina. Considerada uma disfunção do trato urinário inferior (DTUI), a Retenção Urinária crônica também é conhecida como bexiga neurogênica.

> Mais de 350 mil brasileiros vivem com Retenção Urinária crônica.²

> Cerca de 70% dos indivíduos com lesão na medula espinhal têm bexiga neurogênica.³

> Mais de 50% das pessoas com esclerosa múltipla têm problemas de bexiga.³

Causas comuns de retenção urinária

Lesão medular

Lesão medular

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Lesão medular

Normalmente, são provocadas por acidentes de carro e ferimentos por arma de fogo.

>Cerca de 70% dos indivíduos com lesões na medula têm retenção urinária
> 80% dos casos é do sexo masculino
> 60% têm entre 10 e 30 anos2.

Lesões na medula espinhal (LME) geralmente resultam em perda da sensação e dos movimentos ou deficiência permanente abaixo da região da lesão. Elas podem ser divididas em quatro grupos, dependendo do nível da lesão:

•Tetraplegia (quadriplegia) completa: Perda total dos movimentos e sensibilidade nos quatro membros (ou seja, braços e mãos)
•Tetraplegia (quadriplegia) incompleta:  Todos os seus membros são afetados, entretanto, há alguma sensibilidade e controle voluntário dos músculos remanescentes
•Paraplegia completa: Perda dos movimentos e sensibilidade da parte inferior do corpo
•Paraplegia incompleta: Somente a parte inferior do corpo é afetada, entretanto, há alguma sensibilidade e controle voluntário dos músculos remanescentes
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Esclerose múltipla

Esclerose múltipla

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Esclerose múltipla (EM)

A doença, de natureza neurológica e crônica, provoca inflamações na mielina e cria placas no cérebro e na medula espinhal. Mais de 90% das pessoas com esclerose múltipla têm problemas na bexiga

A EM é conhecida como uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca as células do próprio indivíduo. No caso da EM, o sistema nervoso central (SNC) é atacado. A proporção de EM entre mulheres e homens é de cerca de 2:1.  A EM pode, gradualmente, causar:

•Sintomas na bexiga e intestino
•Limitações físicas
•Fadiga
•Deficiência cognitiva
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Mielomeningocele

Mielomeningocele

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Mielomeningocele

A  espinha bífida é uma malformação congênita na coluna vertebral que ocorre quando o desenvolvimento ou fechamento da medula espinhal de um bebê no útero não acontece de forma adequada

O número de crianças que nascem com espinha bífida está em declínio devido a uma combinação do aumento de mulheres que tomam suplementos de ácido fólico antes e depois da concepção e programas de triagem para identificar a condição no início da gravidez.  Na Europa, cerca de 4 em cada 10 mil crianças nascem com espinha bífida.

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Quando entrar em contato com seu médico?

Mais de 20% da população com mais de 40 anos apresenta algum tipo de distúrbio urinário, os problemas na bexiga são mais comuns do que você imagina. Você deve marcar uma consulta com seu médico, caso apresente um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Sinto que não consigo esvaziar minha bexiga completamente.
  • Preciso me levantar no meio da noite para urinar.
  • Minha urina vaza enquanto estou dormindo
  • A urina sai em um fluxo fraco
  • Geralmente sofro com infecções do trato urinário
  • Preciso urinar mais frequentemente do que costumava.
  • Sinto urgência para urinar, mesmo em pequenas quantidades.
  • Sinto urgência para urinar, mesmo em pequenas quantidades e, às vezes, não consigo chegar ao banheiro.
  • Minha urina vaza quando estou ativo fisicamente, quando dou risada ou quando espirro.

Dependendo da causa e da natureza de seus problemas, você pode receber orientações sobre treinamento do assoalho pélvico, mudanças no estilo de vida, como modificação da dieta e da ingestão de líquidos, ou sobre como controlar seus sintomas com a ajuda de dispositivos farmacêuticos e/ou médicos.

Como funciona a bexiga?

A bexiga desempenha um papel importante em nossa vida cotidiana, e pode ser útil saber um pouco sobre como ela funciona – especialmente quando não funciona como deveria.

 

A bexiga e o sistema urinário

Quando a bexiga e seus sistemas de suporte e funções trabalham como deveriam, você sente a necessidade de ir ao banheiro quando a bexiga está cerca de metade cheia. A eliminação da urina seria então uma atividade controlada e voluntária.

A bexiga faz parte do trato urinário. O trato superior é composto pelos dois rins, que ficam na parte inferior das costas e estão conectados à bexiga por tubos estreitos chamados ureteres. A urina é produzida nos rins e flui para a bexiga através dos ureteres.

A bexiga está localizada no trato inferior junto com os esfíncteres uretrais (músculos de fechamento) e a uretra (o tubo que transporta a urina da bexiga até a abertura externa). A bexiga armazena a urina até que a uretra a leve para fora do corpo. Esse fluxo, da bexiga para a uretra, é controlado pelos esfíncteres uretrais, que abrem e fecham a saída da bexiga. Os esfíncteres são sustentados pelo assoalho pélvico, que sustenta os órgãos localizados na parte inferior do corpo – quase como uma rede.

 

 

A bexiga e o cérebro

A atividade da bexiga é regulada pelo cérebro e pelo nosso sistema nervoso. A bexiga é um músculo em forma de saco que pode se esticar e expandir conforme se enche de urina. A rede de músculos na bexiga possui receptores de estiramento, que são ativados quando a bexiga começa a se encher de urina. Todos os receptores de estiramento estão conectados a nervos, que enviam sinais através da coluna até o cérebro, indicando que é hora de urinar. Se for conveniente para a pessoa, o cérebro envia uma mensagem de volta, permitindo a liberação da urina. 

Quando uma pessoa sente normalmente a vontade de urinar, a primeira reação é contrair os músculos esfíncteres, elevando o assoalho pélvico, a fim de manter a urina dentro do corpo até que seja conveniente urinar.

Uma pessoa média urina de 4 a 6 vezes ao dia, e é importante que a bexiga seja completamente esvaziada regularmente, pois até mesmo uma pequena quantidade de urina restante na bexiga pode causar infecções do trato urinário.

O que acontece quando há algo errado?

Nem todas as bexigas funcionam da mesma forma. Algumas pessoas experimentam uma necessidade mais frequente ou urgente de urinar devido a uma bexiga hiperativa, uma condição em que os músculos da bexiga se contraem de forma excessiva e inesperada. Por outro lado, há quem enfrente dificuldades para esvaziar completamente a bexiga, o que pode levar à sensação de que ainda há urina após a micção. Esse fenômeno, conhecido como retenção urinária, ocorre quando a bexiga não consegue se esvaziar totalmente.

 

A retenção de urina pode ser mais do que apenas desconfortável. Ela aumenta o risco de infecções do trato urinário (ITUs), que podem afetar a saúde da bexiga e dos rins, comprometendo o bem-estar geral. Quando a bexiga se estende demais devido à retenção de urina, pode ocorrer o refluxo urinário, em que a urina volta para os rins. Esse refluxo é uma complicação séria que pode danificar os rins ao longo do tempo, resultando em problemas renais graves. Além disso, as ITUs recorrentes podem gerar complicações, como dor e desconforto, e prejudicar a qualidade de vida.

Por que é importante esvaziar a bexiga?

É importante que você esvazie a sua bexiga de 4 a 6 vezes por dia, ou conforme recomendado pelo seu médico ou enfermeiro, e garantir que sua bexiga esteja completamente vazia a cada vez.

 

Por quê? Se você não esvaziar a sua bexiga com frequência suficiente, a urina pode ficar estagnada. As bactérias na urina se multiplicarão, o que pode levar a uma infecção da bexiga ou do trato urinário.

Deixar a bexiga ficar muito cheia pode esticar demais a parede da bexiga, enfraquecendo-a ou tornando-a incapaz de segurar a urina. Isso aumentará a pressão na bexiga, com o risco de a urina voltar para os rins. O refluxo de urina pode causar uma infecção ou danos a longo prazo nos rins. O aumento da pressão na bexiga também pode levar ao transbordamento, por exemplo, vazamentos de urina (incontinência).

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